December 12, 2011

A Manipulação Midiática, por Noam Chomsky

Li na internet um texto fabuloso sobre a manipulação que as mídias fazem com o grande público. Elaborado pelo grande Noam Chomky, os conceitos desenvolvidos por este estudioso norteamericano são muito interessantes para a gente despir os olhos das escamas que a ignorância e a letargia nos põem. Leiamos com atenção estes 10 mandamentos a ver se com isso nos tormamos um pouco mais críticos da merda toda. (Desculpem a expressão chula para definir o que muitos chamam de "sistema").
Um abraço
Julio

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática


Noam Chomsky *

 O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das "10 Estratégias de Manipulação"através da
mídia.
1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
  
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
  
4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
  
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
  
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...
  
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
  
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
  
9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
  
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusett

August 30, 2011

ERA DA INFORMAÇÃO, por Neal Gabler

Achei interessante o texto a seguir, sobre a morte das grandes idéias nos dias atuais.
Compartilho convosco, pois para aqueles que pensam, a sensação de orfandade é inevitável diante deste quadro.
Compreender o fenômeno é fundamental para mitigar a dor e, quiçá, começar a mudar esta situação.
Um abraço. 

ERA DA INFORMAÇÃO


A enxurrada de ideias enganosas

Por Neal Gabler

Reproduzido do Estado de S.Paulo/The New York Times,

21/8/2011; título original “A enxurrada de enganosas grandes

ideias”, tradução de Celso M. Paciornik

O número de julho/agosto de The Atlantic alardeia as “14 Maiores Ideias do Ano”.

Prenda o fôlego. As ideias incluem “Os jogadores são os donos do jogo”

(n.º 12), “Wall Street: a mesma de sempre” (n.º 6), “Nada permanece secreto!”

(n.º 2), e a maior de todas do ano, “A ascensão da classe média - só que não a

nossa”, que se refere às economias em crescimento de Brasil, Rússia, Índia e

China.

Pode soltar o ar. O leitor deve achar que nenhuma dessas ideias parece particularmente

de tirar o fôlego. Nenhuma delas, aliás, é uma ideia.

Elas são mais observações. Mas não se deve culpar The Atlantic por confundir

lugares comuns com visão intelectual. As ideias simplesmente não são o que

costumavam ser. Em um passado distante, elas podiam acender debates, estimular

outros pensamentos, incitar revoluções e mudar fundamentalmente as maneiras

como observamos e pensamos o mundo.

Elas podiam penetrar na cultura geral e transformar pensadores em celebridades

- notadamente Albert Einstein, mas também Reinhold Niebuhr, Daniel Bell,

Betty Friedan, Carl Sagan e Stephen Jay Gould, para citar alguns. As próprias

ideias podiam se tornar famosas: por exemplo, “o fim da ideologia”, “o meio é a

mensagem”, “a mística feminina”, “a teoria do Big Bang”, “o fim da história”. A

grande ideia podia ganhar a capa da revista Time - “Deus está morto?” - e intelectuais

como Norman Mailer, William F. Buckley Jr. e Gore Vidal seriam eventualmente

convidados para as poltronas dos talk shows de fim de noite. Isso foi

há uma eternidade.

Se nossas ideias parecem menores hoje, não é porque somos mais burros do que

nossos antepassados, mas simplesmente porque não ligamos tanto para as ideias

quanto eles ligavam. Aliás, estamos vivendo cada vez mais em um mundo pósideia

- um mundo em que as ideias grandes, as que fazem pensar, que não podem

ser instantaneamente monetizadas, têm tão pouco valor intrínseco que menos

pessoas as estão gerando e menos canais as estão disseminando, a despeito da internet.

As ideias ousadas estão praticamente fora de moda.

Argumento lógico

Não é segredo, especialmente nos Estados Unidos, que vivemos numa era pós-

Iluminismo na qual racionalidade, ciência, argumento lógico e debate perderam a

batalha em muitos setores e, talvez, até na sociedade em geral, para superstição,

fé, opinião e ortodoxia. Embora continuemos fazendo avanços tecnológicos gigantescos,

podemos estar na primeira geração que girou para trás o relógio da

história - que retrocedeu intelectualmente de modos avançados de pensar para os

velhos modos das crenças. Mas pós-Iluminismo e pós-ideia, embora relacionados,

não são exatamente a mesma coisa.

Pós-Iluminismo refere-se a um estilo de pensar que já não mobiliza as técnicas

do pensamento racional. Pós-ideia refere-se ao pensar que não é mais feito, independentemente

do estilo.

O mundo pós-ideia vem se aproximando faz tempo, e muitos fatores contribuíram

para isso. Vemos o recuo nas universidades do mundo real, e um encorajamento,

e premiação, da especialização mais estreita em lugar da ousadia - de

cuidar de plantas envasadas em vez de plantar florestas.

Vemos o eclipse do intelectual público na mídia em geral pelo sabichão que

substitui extravagâncias por ponderação, e o concomitante declínio do ensaio em

revistas de interesse geral. E temos a ascensão de uma cultura cada vez mais visual,

especialmente entre os jovens - uma forma menos favorável à expressão de

ideias.

Mas esses fatores, que começaram há décadas, foram mais provavelmente arautos

do advento de um mundo pós-ideia que suas causas principais.

Vivemos na muito alardeada Era da Informação. Por cortesia da internet, temos a

impressão de ter acesso imediato a tudo que alguém poderia querer saber. Certamente

somos mais bem informados em história, ao menos quantitativamente.

Há trilhões e trilhões de bytes circulando no éter - tudo para ser colhido e ser objeto

de pensamento.

E é precisamente essa a questão. No passado, nós colhíamos informações não só

para saber coisas. Isso era apenas o começo. Nós também colhíamos informações

para convertê-las em alguma coisa maior que fatos e, em última análise,

mais útil - em ideias que explicavam as informações. Buscávamos não só apreender

o mundo, mas realmente compreendê-lo, que é a função primordial das ideias.

Grandes ideias explicam o mundo e nos explicam uns aos outros.

Karl Marx chamou a atenção para a relação entre os meios de produção e nossos

sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes

como meio para compreender nossas emoções e comportamentos. Einstein

reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou sobre a natureza

da comunicação moderna e seu efeito na vida moderna. Essas ideias permitiram

que nos desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder

as grandes e atemorizantes questões de nossas vidas.

Mas se a informação foi um dia um alimento de ideias, na última década ela se

tornou sua concorrente. Estamos como o agricultor que possui trigo demais para

fabricar farinha. Somos inundados por tanta informação que não teríamos tempo

para processá-la mesmo que o quiséssemos, e a maioria de nós não quer.

A coleta em si é cansativa: o que cada um de nossos amigos está fazendo neste

particular momento, e no momento seguinte, e no seguinte; com quem Jennifer

Aniston está saindo agora; qual video se tornará viral no YouTube neste momento;

o que a princesa Letizia ou Kate Middleton estão usando hoje. Aliás, estamos

vivendo dentro da nuvem de uma Lei de Gresham informática onde informações

triviais expulsam informações significativas, mas trata-se também uma lei de

Gresham nocional em que as informações, triviais ou não, expulsam ideias.

Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato.

Ele nos mantém “por dentro”, nos mantém conectados com nossos amigos e nossa

tribo. As ideias são tão etéreas, tão pouco práticas, trabalho demais para recompensa

de menos. Poucos falam ideias. Todos falam informação, geralmente

informação pessoal. Onde é que você vai? O que está fazendo? Quem você anda

vendo? Estas são as grandes questões de hoje.

Não é por acaso, com certeza, que o mundo pós-ideia brotou com o mundo das

redes de relacionamento social. Apesar de haver sites e blogs dedicados a ideias,

Twitter, Facebook, Myspace, etc ., os sites mais populares na web, são basicamente

bolsas de informações destinadas a alimentar a fome insaciável de informação,

embora essa dificilmente seja do tipo de informação que gera ideias. Ela

é, em grande parte, inútil exceto na medida em que faz o possuidor da informação

se sentir, bem... informado. Evidentemente, pode-se argumentar que esses sites

não são diferentes do que a conversa era para gerações anteriores, e a conversa

raramente criava grandes ideias, e se estaria certo.

Mas a analogia não é perfeita. Em primeiro lugar, os sites de relacionamento social

são a principal forma de comunicação entre jovens, e estão suplantando os

meios impressos, que é onde as ideias eram tipicamente gestadas. Depois, os sites

de relacionamento social criam hábitos mentais que são inimigos do tipo de

discurso deliberado que dá origem a ideias. Em lugar de teorias, hipóteses e argumentos

importantes, obtemos tuítes instantâneos de 140 caracteres sobre comer

um sanduíche ou assistir um programa de TV.

Universo intelectual

Embora as redes sociais possam alargar o círculo pessoal de alguém e até apresentá-

lo a estranhos, isso não é mesma coisa que alargar o universo intelectual

pessoal. Aliás, a tagarelice das redes sociais tende a encolher o universo da pessoa

a ela mesma e seus amigos, enquanto pensamentos organizados em palavras,

seja online seja na página impressa, alargam o foco pessoal.

Parafraseando o ditado famoso, geralmente atribuído ao jogador de beisebol americano

“Yogi” Berra, de que não dá para pensar e rebater ao mesmo tempo,

também não se pode pensar e tuitar ao mesmo tempo, não por ser impossível fazer

tarefas múltiplas, mas porque tuitar - que é, em grande parte, um jorro, ou de

opiniões breves sem sustentação, ou de descrições breves das próprias atividades

prosaicas - é uma forma de distração e anti-pensamento.

As implicações para uma sociedade que não pensa grande são enormes. As ideias

não são meros brinquedos intelectuais. Elas têm consequências práticas.

Um artista amigo lamentou recentemente que sentia o mundo da arte à deriva,

pois não havia mais grandes críticos como Harold Rosenberg e Clement Greenberg

para oferecer teorias da arte que poderiam fazer a arte frutificar e se revigorar.

Outro amigo desenvolveu um argumento parecido sobre política. Embora os

partidos debatam sobre quanto cortar no orçamento, ele gostaria de saber onde

estão os John Rawises e Robert Nozicks que poderiam elevar o nível de nossa

política.

Abundância de dados

O mesmo seguramente poderia ser dito da economia, onde John Maynard Keynes

continua sendo o centro do debate quase 80 anos depois de propor sua teoria

de injeção de estímulos pelo governo. Isso não significa que os sucessores de

Rosenberg, Rawls e Keynes não existam, apenas que, se existirem, eles provavelmente

não ganharão tração numa cultura que tem tão pouco uso para ideias,

especialmente as grandes, excitantes e perigosas, e isso é verdade quer as ideias

venham de acadêmicos ou de outros que não fazem parte de organizações de elite

e desafiam a sabedoria convencional. Todos os pensadores são vítimas da abundância

de informação, e as ideias dos pensadores de hoje também são vítimas

dessa abundância.

Mas é especialmente verdade para grandes pensadores nas ciências sociais como

o psicólogo cognitivo Steven Pinker, que teorizou sobre tudo - da origem da linguagem

ao papel da genética na natureza humana -, ou o biólogo Richard Dawkins,

que teve ideias grandes e controvertidas sobre tudo - do egoísmo a Deus -,

ou o psicólogo Jonathan Haidt, que analisou sistemas morais diferentes e extraiu

conclusões fascinantes sobre a relação - de moralidade a crenças políticas.

Mas como eles são cientistas e empíricos e não generalistas nas humanidades, o

lugar a partir do qual as ideias eram costumeiramente popularizadas, eles sofrem

um duplo golpe: não só o golpe contra as ideias em geral, mas o golpe contra a

ciência, que é tipicamente considerada na mídia, na melhor hipótese, como mistificadora,

na pior, como incompreensível. Uma geração atrás, esses homens teriam

chegado a revistas populares e às telas da televisão. Agora, eles são expelidos

pelo eflúvio informacional.

Alguém certamente dirá que as grandes ideias migraram para o mercado, mas há

uma enorme diferença entre invenções com fins lucrativos e pensamentos intelectualmente

desafiadores. Empresários têm muitas ideias, e alguns, como Steve

Jobs, da Apple, trouxeram algumas ideias brilhantes no sentido “inovador” da

palavra.

Mas, embora essas ideias possam mudar a maneira como vivemos, elas raramente

transformam a maneira como pensamos. Elas são materiais, não nocionais.

São os pensadores que estão em falta, e a situação provavelmente não vai mudar

tão cedo.

Nós nos tornamos narcisistas da informação, tão desinteressados por qualquer

coisa fora de nós e de nossos círculos de amizade ou por qualquer petisco que

não possamos partilhar com esses amigos que se um Marx ou um Nietzsche surgisse

subitamente trombeteando suas ideias, ninguém lhe daria a menor atenção,

certamente não a mídia em geral, que aprendeu a servir ao nosso narcisismo.

O que o futuro pressagia é cada vez mais informação - Everests dela. Não haverá

nada que não conheçamos. Mas não haverá ninguém pensando nisso. Pense nisso.

***

[Neal Gabler é bolsista sênior no Annenberg Norman Lear Center da Universidade

do Sul da Califórnia e autor de Walt Disney: The triumph of the american

imagination]

March 21, 2011

PARADIGMAS

Vivemos realmente outros tempos. Há alguns anos atrás quem imaginaria ouvir uma notícia assim:

"A Presidente Dilma Roussef (mulher e do PT) recebeu neste final de semana (19 e 20/03/2011) a visita do Presidente americano Barack Obama (negro), visando uma reaproximação com o Brasil ( o qual tornou-se um parceiro econômico interessante para os americanos, cuja economia cambaleia).


A visita deu-se poucos dias depois de a Presidente ter recebido a cantora Shakira (pop star consciente) que faz parte de uma ONG panamenha para crianças pobres."

Segunda Inspirada.

Da série "Segunda Inspirada", cujo pensamento abaixo pretende a ser apenas o começo - ou o fim - ocorreu-me a tirada abaixo que reflete a concepção que tenho sobre religiosidade.
Penso que a relação que devemos ter com o Divino passa pela mesma natureza da relação que temos com nossos pais. Chega uma hora em que a gente definitivamente deixa de ser criança, ganha independência e maturidade e começa a entender melhor nossos pais.
Penso que nossa relação com Deus deve primar pela busca dessa independência sem deixar de amá-Lo. Como ocorre enfim quando nos tornamos independentes dos nossos pais: passamos a amá-los mais depois que descobrimos quanto amor é preciso para criar um filho.

Eis o pensamento:  

Será que Deus como pai não tem mais satisfação em ver seus filhos se virando sozinhos do que vê-los toda hora de joelhos Lhe pedindo coisas?


É claro que como pai todos nós queremos ser amados e reconhecidos por nossos filhos, mas nada nos dá mais satisfação do que vê-los seguir seu próprio caminho, se tornando adultos indenpendentes com os quais podemos bater um papo de vez em quando.

February 04, 2011

Tragédia no Rio - Parte III

A tragédia na Região Serrana ainda rende.
Tomando uma cerveja produzida na região, seu logotipo me inspirou.
Segue abaixo o resultado.
I hope you like.
Un abraccio!

A placidez das montanhas
é enganadora.
Elas são assassinas.

Mas nem elas sabem disso.

São montanhas.

Nós
é que nos metemos
com elas.

A placidez das montanhas
é só delas
e de ninguém mais.

Nós
que nos metemos com elas
que aprendamos
seu jogo.
De vida
ou morte
aprendamos
seu jogo,
falamos
sua língua,
vivamos
seus ciclos.

Todas as coisas
têm seu ritmo.
Quem ocupar seu espaço
tem de saber disso. 

A Natureza
não é humana.

February 02, 2011

January 28, 2011

IMPOSTOR

IMPOSTOR

Todos nós
somos

impostores.

Quem disser que não
está mentindo.

Eu não disse?

Mais um
impostor.

January 22, 2011

Tragédia no Rio - Parte II

Para provar que o que eu disse outro dia não é balela, segue abaixo o depoimento do meu mano do que aconteceu lá e de quem viu de perto o perigo. Com fotos.
Un abraccio i saluto a Dio per la vita di mio fratello! (Perdoem-me algum eventual erro no italiano)

"É! Passou perto! Vi quando a barreira da 1ª foto caiu, à esquerda da minha casa, e atingiu e detruiu o portão da garagem de meu vizinho, levando consigo uma árvore, avançando para dentro do portão uns 10 metros. Foi a menos de 20 metros de onde eu estava, por volta das 3h da manhã, usando uma luz de emrgência, pois estávamos sem luz! A da 2ª foto, caiu meia hora depois, a uns 50 metros de onde eu estava, e a direita de nossa casa. Felizmente o rio não transbordou, pois a 1ª barreira bloqueou a rua e a enxurrada viria toda para dentro de nossa casa e destruiria tudo que temos, além do risco de vida para todos, pois não teríamos por onde sair!"



January 17, 2011

Tragédia no Rio

O que dizer sobre os últimos acontecimentos trágicos na região serrana do Rio de Janeiro?!
Catástrofe, um horror.
Meu irmão querido e sua esposa e filhinha moram em Teresópolis.
Graças a Deus com eles nada aconteceu, mas pelo que eu soube viram de perto o perigo.
Ontem, após beber um pouquinho e ver pela enésima vez as imagens de destruição e o resgate miracoloso de um guri arrastado pela correnteza de um rio por 4 km,  ocorreu o poema abaixo que espero capta e alivia através da arte este momento de horror.

TRAGÉDIA NO RIO

Os destroços têm nome.
Às vezes vida
também.

Foto

Da minha última viagem para a praia, vejam a imagem sensacional que consegui captar.
Sou um amante da fotografia. Não conheço nada de técnica fotográfica, minha máquina é comum e caseira, mas adoro captar alguns momentos que considero instantes únicos de beleza.
Espero que apreciem.
Um abraço

Local: Praia do Forte, Florianópolis. Jan/2011.