Não vou falar do tempo em que estive ausente. Não vou chorar as pitangas, como se diz no linguajar comum e tão eloquente do povo. Que fique apenas registrado o meu retorno, o que para mim já uma grande coisa.
Não por acaso este poema fala da chuva que para mim sempre representou renovação.
Não por acaso este poema chama-se Chuva em Minha Vida, pois é como se esta chuva representasse a renovação de um solo seco que já se considerava infértil.
Chuva sobre o sertão. Talvez esse fosse o nome mais adequado. Mas por uma questão geográfica - não somos nordestinos nem temos a vivência do sertão - preferi ficar com o título que lhe dei. Mas o sertão - literariamente falando - estava em mim até então. Até esta chuva.
Um abraço.
Espero que apreciem.
CHUVA EM MINHA VIDA
A chuva acercou-se.
Não vi de onde.
Invadiu o dia
como uma presença
- ou uma ausência
que sentíssemos
em nós
mas ainda
não soubéssemos dizer
do que.
A chuva acercou-se
e meu coração aquietou-se
observando-a.
2 comments:
eu queria falar algo, mas não me ocorre nada, a não ser o fato de que eu não vejo chuva há meses.
Talvez seja justamente por isso que estas últimas chuvas tem me inspirado. Contudo a questão não é essa. Me preocupa é se o meu texto tem qualidade literária, lirismo etc. O resto é puro pretexto pra derramar no papel o que nos vai na alma.
Um abraço.
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