Ola!
Retornei hoje de Auditoria. Estive fora dois dias e parece que perdi contato com o mundo. É isso aí. Quando a gente está em auditoria, absorve-se de tal modo no que está fazendo que é praticamente impossível manter contato com o que está acontecendo.
Pois é, não tinha falado. Sou auditor público de um órgão do governo. Prefiro não declinar de qual para não me tornar pessoal demais. Apenas a título de informação é o que basta para algum possível interlocutor virtual que até agora não sei quem possa ser, pois até agora não recebi nenhum feedback dos poemas que tenho publicado aqui.
Mas também isso não tem muita importância. O importante é que estejam me vendo e lendo o que eu tenho escrito. O retorno, para mim, seria interessante só para eu ter certeza de que estou no ar e de que não estou falando sozinho, mas acho que com o tempo isso vem.
Um abraço.
Só para não perder o hábito lá vai mais um poema.
CHURRASCO
(Ao Gaúcho, mestre por excelência da arte de assar a carne)
Pinga a gordura
da carne
sobre o fogo
que em chamas
a(s)cende
e a lambe.
O fogo
que ameaçava
apagar
co’a carne
que se pôs sobre ele
se atiça
em chamas.
Suga o suco
que a carne
lhe derrama.
Ameaça a queimar.
Separa-os
o assador,
para que o fogo
aceso em chamas e amor
não destrua
o objeto do seu ardor
carne
apenas a asse.
Até o instante
em que o odor
da carne assada
indique ao assador
que pronta está
e a leve embora.
Deixando só
o triste amador
fogo
sozinho a se consumir
em seu amor.
De tanto amar
em cinzas
vai se acabar.
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