Um poema, para desanuviar o ambiente.
IRONIA DO VERDE
Chaminé ao longe
de fábrica recém instalada
expele fumo
que se mistura com as nuvens do céu.
Céu baixo de dias de chuva.
Tocam-se por obra
de dupla ação:
da chaminé que sobe até quase o céu,
do céu que abaixa até quase ao chão
numa cópula espúria e degradante
do homem com a natureza
que em seu útero
expele
lixo.
(Verdes
são as paredes
da indústria poluidora.)
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