May 14, 2012

NOVOS

Atendendo solicitações, em especial do meu amigo Miguel Guggiana e ao incentivo do Sandro Brammer, volto a postar aqui algumas criações recentes.
Andei envolvido nos úlitmos meses em revisar meu romance - Negócios de Família. Acabada esta tarefa, agora vamos pelear para viabilizar sua publicação.  Ainda estamos vendo alternativas, eis que se trata de uma obra de maior fôlego - mais de 200 páginas digitadas - que por certo consumirá um volume maior de recursos. Como a ação essencialmente se passa em Passo Fundo acho difícil que alguma editora de fora se interesse. Mas estamos na luta. Vamos ver.
Bem, lá vai então 3 poemas da última leva.
Espero que apreciem. Não deixem de comentar. O aplauso e a crítica são o incentivo do autor. A indiferença ou o silêncio, sua sepultura.
Un abraccio a tutti!

PRIMEIRO:

Tirei a pilha do relógio.
Insuportável tic tac
na madrugada.

Do relógio
a pilha tirei.

Fiz o tempo parar.

Na madrugada
cujo vento
faz lembrar
o tempo.

Desnecessário
esse matraquear.

Tic tac
tic tac
tic tac
não é coisa que se diga
em ato assim tão solene
ouvindo o tempo passar
na voz do vento.
Já o lamento
daquele insuportável mecanismo
quer o tempo
aprisionar.

Madrugada...
ainda há o que seja real
na vida.

Assim como a morte
o vento
o tempo
e a vida.

 
SEGUNDO:
 
Enquanto a tive
te protegi.

Enquanto a tive
tive a ti.

Enquanto a tive
quis assi.

Enquanto a tive.

Agora
que não estás mais aqui
já não posso
dizer assi.

Siga teu caminho
e esqueça de mi
que melhor
será assi

para nosotros.


TERCEIRO:

Rodoviária
chegadas e partidas.
Na sua maioria
jovens ansiosos
por um naco da vida.
Seu quinhão
no mundo.





 
 
 
 

No comments: