Atendendo solicitações, em especial do meu amigo Miguel Guggiana e ao incentivo do Sandro Brammer, volto a postar aqui algumas criações recentes.
Andei envolvido nos úlitmos meses em revisar meu romance - Negócios de Família. Acabada esta tarefa, agora vamos pelear para viabilizar sua publicação. Ainda estamos vendo alternativas, eis que se trata de uma obra de maior fôlego - mais de 200 páginas digitadas - que por certo consumirá um volume maior de recursos. Como a ação essencialmente se passa em Passo Fundo acho difícil que alguma editora de fora se interesse. Mas estamos na luta. Vamos ver.
Bem, lá vai então 3 poemas da última leva.
Espero que apreciem. Não deixem de comentar. O aplauso e a crítica são o incentivo do autor. A indiferença ou o silêncio, sua sepultura.
Un abraccio a tutti!
PRIMEIRO:
Tirei a pilha do relógio.
Insuportável tic tac
na madrugada.
Do relógio
a pilha tirei.
Fiz o tempo parar.
Na madrugada
cujo vento
faz lembrar
o tempo.
Desnecessário
esse matraquear.
Tic tac
tic tac
tic tac
não é coisa que se diga
em ato assim tão solene
ouvindo o tempo passar
na voz do vento.
Já o lamento
daquele insuportável mecanismo
quer o tempo
aprisionar.
Madrugada...
ainda há o que seja real
na vida.
Assim como a morte
o vento
o tempo
e a vida.
SEGUNDO:
Enquanto a tive
te protegi.
Enquanto a tive
tive a ti.
Enquanto a tive
quis assi.
Enquanto a tive.
Agora
que não estás mais aqui
já não posso
dizer assi.
Siga teu caminho
e esqueça de mi
que melhor
será assi
para nosotros.
TERCEIRO:
Rodoviária
chegadas e partidas.
Na sua maioria
jovens ansiosos
por um naco da vida.
Seu quinhão
no mundo.
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