Bem, vamos dizer que eu não me importo que ninguém tenha postado um comentário. Considerando isso vou continuar atualizando esta página. Uma hora ou outra alguém se encoraja a dizer algo. Amigos, conhecidos e irmãos que sabem o endereço desta página hão de um dia dar ouvido a este solitário trovador.
Até continuo cantando sozinho.
Contudo o mais importante que estejam me vendo. Não é preciso nem sequer postar um comentário, apenas me dar um sinal positivo.
Escrevi há um dois dias duas belas poesias. Estava em Sarandi, em auditoria em um Município próximo. A noite, no hotel, estava lendo Manuel Bandeira, quando baixou a inspiração. São dois poemas muito legal. Pena não tenho aqui para publicá-los, mas só para adiantar o tom de um deles, os seus primeiros versos são assim:
Meus filhos, os poemas
andam por aí,
circulando de mão em mão...
Não lembro mais o resto. Mas é um poema muito legal.
O outro começa assim:
E nem leio tanto
no entanto
bem mais
do que a grande maioria...
Este fala, de um lado, da ignorância do nosso meio; de outro, dos excessos intelectuais e academistas a que algumas pessoas se submetem para obterem os títulos de doutor ou o que o valha. Fala do amor ao conhecimento, mas não daquele conhecimento que está só nos livros ou entre quatro paredes de uma sala de aula. Mas sim, daquele conhecimento que está nas ruas, nas esquinas, nos bares da cidade e que muita gente não valoriza mais porque o conhecimento foi enclausurado nas academias e a maioria das pessoas acha que, por não terem um título, não é digno de crédito o conhecimento que têm. Uma grande besteira e um grande desperdício! O conhecimento com isso se tornou um grande negócio. Não é a toa que as coisas são assim.
Mas, voltando a vaca fria, lá vai mais um poema:
ESCASSO RARO TEMPO
Quando eu tinha
todo o tempo do mundo
a meu favor
podia fazer com ele
o que bem entendesse.
Hoje quando o tempo
escasseia para mim
já não posso dar-me ao sabor
de fazer com ele
o que bem entender.
Vai me faltar
se dele abusar
e a vida
escorrerá
por minhas mãos.
Já não posso dar vazão
a toda sorte de experimento.
Cabe-me ser preciso
objetivo
e assertivo
nos meus propósitos
de ser.
De outra sorte
hei de morrer
antes de viver
- antes de ter vivido.
E ai, o que acharam?
Por sugestão de um amigo vou dar mais atenção aos titulos dos meus poemas. VAleu Jorge!
Um abraço e até a próxima
Julio
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