poetahoje
Olá! Embora ainda não tenha recebido nenhum comentário vou continuar publicando meus poemas mais recentes, inclusive 2 haicais que são resultado de poemas que nasceram tortos e tortos ficaram. Até que eu descobri que não tinham nascido para o que achava que fossem, poemas, mas para essa forma mais curta de expressar um flash de beleza, haicais.
Estes ainda são da leva daquela saída que dei uma noite dessas até o Boca.
Produzi algumas idéias legais.
Aliás, por falar em idéia legal alguém aí leu ontem no ZH- 07/02/2006 - o poema do Carpinejar?
Cara eu não entendi nada do que ele quis dizer. A linguagem é excelente, num belo nível intelectual, mas não liga coisa com coisa.
É isso que estou dizendo sobre a poesia moderna - ou contemporâneo - como queiram, os autores não falam mais ao coração do povo. Sobretudo os autores que tem aspirações a levar a sério a poesia, parece perpassar em suas concepções a idéia de que para ser poeta é preciso ser inintelegível. É por isso, creio eu, que a poesia tenha caído em tanta desgraça nos últimos tempos. É preciso resgatar essa tão magnifíca forma de se expressar, eu diria até, a forma por excelência de se expressar, do limbo em que se encontra por conta desta mania que os autores tem de complicar as coisas para o leitor.
Será mesmo necessário escrever de forma inintelegível para fazer boa poesia?
Voltemos as lições de Manual Bandeira - tipo: "diga trinta e três" - ou seja, às lições da simplicidade para fazermos uma poesia que fale ao coração das pessoas, que fale sobre o nosso tempo e leve a elas um pouco da beleza e magia das palavras.
Um abraço
Júlio
GARÇONS
Garçons inconvenientes
nada pior para um lugar
do que garçons inconvenientes.
Pensam
que são mais
do que apenas
garçons:
existem para servir.
Haicais:
Um homem tem valor.
Precisa o provar
todos os dias?
Corta na carne,
dói.
Será todo aprendizado assim?
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