August 14, 2007

relato de viagem - continuação...

Chegamos ali em pouco tempo, afinal de Veranópolis a Bento é um pulinho.
Baseando-me em um mapa que havia localizado na internet não tive dificuldade de encontrar o lugar. Logo estava na embocadura do Vale que se estende por um bela estrada asfalatada,em suave declive, do outro lado da Rodovia que passa em frente a Bento. Já na entrada deste Vale fui mais uma vez bafejado pela sorte ao parar em um Posto de Combustíveis para abastecer. Pedi a garota que me atendia referências sobre o local e esta me indicou um folheto para turistas que continha um mapa do lugar, com todos as vínicolas, pousadas e restaurantes interessantes para se visitar.
Confesso que de início não achei o lugar especial de qualquer maneira, eis que pontuado de parreirais adormecidos pelo frio do inverno, desprovidos de frutos e maiores encantos, com vinícolas aqui e ali, que, a princípio, não pareciam se oferecer de algum modo ao visitante, como havia lido na internet.
Fomos até o fim da rota, de acordo com o indicado no mapa e apenas ao final dela a vinícola Miolo - à esquerda - e outra, adiante, em forma de castelo, construído com pedras basalto - à direita - me chamaram a atenção. Tinha a intenção de primeiro dar uma geral por todo o Vale antes de me decidir o que fazer. Como o Vale é formado por duas vias de acesso, tencionava ir até o fim de uma delas para retornar pela outra. Para isso, contudo, tinha de repisar o mesmo trecho, até a altura da Miolo, para tomar a outra estrada, de modo que tinha que passar de novo pela vinícola em forma de castelo, por primeiro. Paramos ali para bater fotos já que a luz era favorável e de alguma forma precisávamos quebrar o gelo daquele passeio - o problema de fazer uma excursão solitária. Aproveitamos a oportunidade para conhecermos o local, no qual viemos a descobrir maravilhas: corredores em forma de calabouços, pipas enormes para a produção do vinho e um laboratório para análise do produto. Circulamos também pela loja no interior da construção, onde se comercializa vinho, consultando discretamente os preços praticados.
Fomos informado pela atendente que podíamos fazer um passeio acompanhado pelo local, com direito à degustação, ao módico preço de R$ 5,00. Valor este qua ainda podia ser convertido em bônus para aqusição de produtos no local. Informação esta que confirmava a que eu já havia obtido na internet.
Contudo, recusamos a oferta.
O lugar estava praticamente vazio e este tour seria feito só comigo - pois nesta viagem apenas meus dois filhos me acompanhavam. O que significa dizer que não havia no local outras pessoas para dividir comigo a atenção do meu eventual cicerone.
Mas aquilo já servira como um pequeno quebra-gelo para eu conhecer mais profundamente o lugar.
Inspirado por esta primeira proposta de visitação ao interior de uma vinícola, saimos dali com a convicção de fazer aquele passeio na empresa adiante, a qual eu supunha, teria mais movimento. Ou seja, na Vinícola Miola, a qual possui um amplo pátio onde se encontram diversas construções pintadas da cor da empresa - amarelo - destinados a produção e comercialização do vinho, assim como a recepção ao turista. Abrindo o lugar, um imponente pórtico com o nome da marca: Miolo.
Chegando ali, tomamos informação na portaria para confirmar se o entusiamso com que eu vinha da Vinícola anterior - Cave de Pedra - tinha correspondente na realidade. Ao que, a naturalidade com que o guarda me atendeu, indicando-me o prédio ao fundo para visitação, me provava que eu não estava enganado: era ali que começava a nossa aventura pelo mundo do vinho.
Galhardamente, fomos até lá, agora munido das palavras que me abririam as portas do lugar: bônus de visitação!
Havia de 3 categorias: Bronze, Prata e Ouro, correspodentes, respectivamente aos valores de R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 15,00. Modesto como sou - para as más linguas, pão-duro - fiquei com o Bronze. Decisão que depois se revelaria, não apenas a mais econômica, mas a mais acertada em todos os sentidos. Crianças não pagam, ainda me informou a atendente, pois este valor destinava-se, sobretudo, à degustação que é realizada ao final do passeio. Etapa que, naturalmente,as crianças não realizam. Tudo isso no exato instante em que um grupo já ia adiante, no pátio ensolarado, ciceroneado pela menina encarregada da apresentação da vinícola aos visitantes.

Continua na próxima...

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