Depois De alguns Dias ausente, estou De volta.Não reparem que estou escrevenDo os Ds em letra maiúscula. É que Devo ter acionaDo alguma tecla que teima em minimizar a tela Do micro toDa vez que a Digito. Maiúscula, porém, não. Por isso estou a usando assim.
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Para quem escreve isto que vou falar talvez não soe estranho. Não sei se vocês comungam dessa mesma sensação. Às vezes a vontade de escrever é tão forte que a gente simplesmente tem vontaDe De sair escrevenDo sobre qualquer assunto. Acho que isso é váliDo e tem que ser aproveitaDo ao menos com um belo exercício. Esses exercícios muitas vezes proDuzem algumas coisas belas e descompromissaDas como essa que escrevi outro dia. Vejam o que vocês acham.
MONALISA
Ela olhou para mim e sorriu. Há muito tempo uma mulher não olhava pra mim e sorria. Não com interesse. Ela, porém, o demonstrou.
Não era bonita. Não podemos dizer que fosse, mas tinha um belo corpo e um sorriso também.
A beleza não é uma qualidade abstrata. É algo que vamos acrescentando em alguém com os contornos da afeição, da simpatia que vai crescendo à medida que sentimos que é recíproca. E o sorriso de uma mulher, a nos olhar com interesse, é como a Monalisa a nos mirar, não do quadro imóvel e eterno de Leonardo, mas em carne e osso como se estivesse na nossa presença. O que é sempre mais interessante que o mero prazer da contemplação.
Ah, amar! Que enlevo nos envolve quando estamos enamorados. Um recomeço para quem há muito tempo não experimentava dessa sensação. Uma aventura fascinante para quem a vive pela primeira vez. Aventura de conseqüências imprevisíveis.
Sobretudo quando já se é casado.
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